Mastigação na terceira idade

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A mastigação incorreta pode ter muitos motivos, como estresse, alterações respiratórias (como rinite e desvio de septo, por exemplo), atrofia muscular, e problemas odontológicos, como má oclusão, mordida cruzada, desgastes e falta de dentes, entre várias outras causas. Com o passar do tempo, a situação vai se agravando, mas nunca significa ser tarde demais para qualquer tratamento.

Quando chegamos à melhor idade é preciso dar atenção maior aos cuidados com o corpo e, claro, com a saúde bucal. Ela é essencial para o bem-estar e a autoestima, além de proporcionar uma boa mastigação, o que é fundamental para a digestão dos alimentos e uma melhor absorção dos nutrientes. Quem está com a função mastigatória deficiente engolem pedaços grandes de alimento e acabam alterando a dieta ao evitar algo mais rígido, como alguns tipos de frutas, vegetais e carnes. Assim, a saúde e o corpo são prejudicados, aumentando os riscos de distúrbios gastrointestinais e de doenças relacionadas com carências de nutrientes.

O primeiro passo é a higiene correta, com escovação e fio dental em dia. Mas se mesmo assim houver algum problema, é importante procurar a solução o quanto antes. Cáries e doenças na gengiva não podem ser relevadas, podendo trazer dor, desconforto e até infecções mais graves. A gengivite não tratada pode até causar a perda de um dente, pois afeta o osso da mandíbula. Outra queixa comum em idosos é a boca seca, seja por conta de algum distúrbio na saúde ou por ser consequência do uso de determinados medicamentos. Essa falta de saliva facilita o aparecimento de cáries e mau hálito.

Ainda, para grande parte da população, há uma relação direta entre envelhecer e a perda dos dentes. Na ausência dos dentes naturais, as próteses dentárias são opções que proporcionam uma mastigação correta dos alimentos e auxiliar na fala, além de manter o equilíbrio das estruturas da face e das articulações. Dependendo do caso, outra opção a ser levada em conta são os implantes dentários, que trazem uma solução para boa parte dos casos. Depois de uma boa avaliação e da escolha do procedimento ideal, é possível que o paciente tenha uma mastigação normal.

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